Clicksign, Autentique e D4Sign resolvem bem a assinatura. O que fica sem dono é o resto: a minuta que circula por e-mail, a aprovação que se decide numa conversa de WhatsApp, o contrato que ninguém sabe que vence em março. Rubrica cuida dessa parte, sem tirar ninguém do Word.
Quem redige contrato não vai trocar de editor. Rubrica só precisa saber a qual contrato aquele arquivo pertence e em que fase ele está.
Quem precisa aprovar vê e comenta cláusula por cláusula num histórico só, não num print de conversa achado três semanas depois.
O documento final vai pra Clicksign, Autentique ou D4Sign: o que sua empresa já usa. A gente não compete com quem já resolveu essa parte.
Data de vigência e obrigação viram alerta antes do prazo, não um PDF achado numa pasta três meses depois do vencimento.
O Brasil tem ferramenta boa pras duas pontas: assinar rápido, ou controlar tudo se você tiver um jurídico de verdade. No meio, onde vive quase toda PME e agência, não tem quase nada.
Os sistemas de gestão de contrato esbarram todos no mesmo lugar. Quem escreve e revisa (advogado interno, escritório terceirizado, o sócio que também assina) faz isso no Word ou no Google Docs, com controle de alterações, comentário na margem e e-mail indo e voltando. Pedir pra essa pessoa abrir um editor novo é pedir pra largar um hábito de anos. Na prática, ela não larga: edita onde já edita, e sobe o arquivo final no sistema só quando já é tarde pra aprovação significar alguma coisa.
A saída que faz sentido não é competir com o editor. É entrar dentro dele: um complemento, não um destino novo.
O mesmo complemento roda no Word instalado e no Word Online, porque os dois usam a tecnologia de add-in da Microsoft. Quando o contrato nasce no Rubrica, o .docx sai com uma propriedade escondida: um ID que não aparece no texto, mas que o add-in reconhece assim que o arquivo é aberto.
Isso permite um painel lateral mostrando a fase do contrato, e caixas de diálogo (via Office.context.ui.displayDialogAsync) ou uma faixa de notificação no topo do documento quando algo pede atenção, sem precisar sair do Word pra ver isso.
Mesma ideia, tecnologia própria do Google: um add-on com barra lateral (DocumentApp) e diálogos modais (Ui.showModalDialog). O ID escondido fica numa propriedade do arquivo no Drive (appProperties), e a Drive API avisa o Rubrica quando o documento muda.
Muitos escritórios menores e agências já vivem inteiramente no Google Docs pra colaborar com cliente. Ignorar isso e só fazer Word deixaria de fora boa parte de quem mais precisa disso.
Avisos, não bloqueios. Quem nunca teve um sistema não vai abrir um painel de controle pra checar se está tudo certo. O único momento garantido de contato é quando essa pessoa reabre o arquivo de sempre. É ali, dentro do Word ou do Docs, que o aviso precisa aparecer. E precisa ser um aviso, não uma trava: bloquear quem está acostumado a trabalhar livre só faz o complemento ser desinstalado.
O documento já passou pela aprovação interna e alguém volta a mexer nele. Uma faixa amarela no topo avisa: "este contrato já foi aprovado, editar agora pode exigir aprovar de novo." Sem impedir de continuar escrevendo.
Alguém abre um forward de e-mail ou uma versão salva localmente há duas semanas, sem o ID sincronizado com a versão mais recente. O complemento avisa que aquilo pode não ser a versão vigente, com um link pra abrir a atual.
Uma pasta do SharePoint, OneDrive ou Drive dedicada a contratos é monitorada por fora. Arquivos que parecem contrato mas não têm o ID escondido viram um resumo semanal por e-mail: "3 documentos parecem contrato e não estão no Rubrica, quer vincular?" Ninguém é impedido de criar o arquivo; alguém só fica sabendo que ele existe.
Ninguém redige contrato por e-mail ou pelo WhatsApp. O papel desses dois canais não é competir com o Word ou o Google Docs: é ser o lugar onde alguém de fato vai perceber que precisa fazer alguma coisa.
Aprovação pendente, contrato perto de vencer, resumo semanal de documentos órfãos: tudo isso chega por e-mail, porque é o canal que todo mundo já verifica.
O e-mail de aprovação carrega um link com token único. Clicar nele aprova direto, sem abrir o Rubrica nem o Word. É a mesma ação do botão "Aprovar" do painel, a um clique de distância.
É onde hoje se perde o "pode aprovar?" e a resposta de um cliente. Rubrica não tenta ler esse histórico: manda uma mensagem própria, com botões de Aprovar e Pedir mudança, no momento certo.
Cada clique dispara a mesma ação do painel web, com registro de quem decidiu e quando. É um canal pago, com modelo de mensagem sujeito a aprovação da Meta: funciona melhor como reforço do e-mail do que como via única.
Vale separar duas coisas que se parecem, mas não são a mesma: aprovar por e-mail ou WhatsApp confirma a etapa interna, não assina o contrato. A assinatura em si acontece sempre na plataforma escolhida (Clicksign, Autentique ou D4Sign), com a própria pessoa se autenticando lá. A Rubrica nunca guarda credencial de assinatura de ninguém, e nunca assina nada sozinha.
Do primeiro rascunho até o dia em que o contrato precisa ser renovado, sem trocar de ferramenta e sem perder o fio da meada.
Escolha um template e Rubrica gera a minuta em .docx, cláusula por cláusula, pronta pra abrir no Word ou no Google Docs.
Stakeholders internos revisam cláusula por cláusula, comentam e aprovam, direto no complemento do editor ou no painel, com histórico de quem decidiu o quê.
Envie o documento final para Clicksign, Autentique ou D4Sign com um clique. Rubrica acompanha o status.
Renovação, reajuste e obrigações viram cartões num painel, com alerta antes do prazo vencer.
Estimativa calibrada por um produto real já entregue: motohive.ie, um marketplace completo com pagamento, chat em tempo real, push, e-mail e IA, construído em cerca de quatro meses por uma pessoa com Claude Code. Rubrica é a mesma quantidade de software. A diferença está em quem precisa aprovar.
Painel web, núcleo de contratos, aprovação por e-mail, uma plataforma de assinatura e o add-in do Word rodando em sideload.
Tudo que o protótipo mostra, funcionando em homologação, aguardando só as aprovações externas.
Listagens publicadas nas lojas da Microsoft e do Google, remetente WhatsApp verificado e piloto encerrado.
—
| Medida | motohive.ie | Rubrica, projetado |
|---|---|---|
| Tempo de obra | ~4 meses | ~4 meses |
| Linhas de código | 54 mil web + 16 mil Flutter | ~45 mil web + 2 complementos |
| Páginas / rotas de API | 31 / 98 | ~25 / ~80 |
| Serviços de terceiros | 7 | 7 |
| Aprovações de plataforma | 0 | 3 |
A diferença está inteira na última linha. Rubrica é uma quantidade de software comparável ao motohive, num ritmo que já foi demonstrado. O que ela acrescenta são três porteiros que podem dizer não na hora que quiserem.
Corta pra 14 semanas: só Word, Google Docs na fase dois, uma plataforma de assinatura e aprovação por e-mail no lugar do WhatsApp. Isso elimina duas das três aprovações externas e cerca de 6 semanas de obra. Estoura pra 30+: uma reprovação no CASA, um ciclo perdido no AppSource, ou descobrir no meio do caminho que comparar cláusulas entre Word e Google Docs exige um modelo de documento de verdade, e não propriedades escondidas no arquivo.
Sem cadastro, sem backend: roda no seu navegador pra você testar o fluxo inteiro.